Raiva, medo e mágoa

Um dos primeiros artigos aqui do blog tratou sobre os sistemas límbico, reptiliano e neocórtex existentes no nosso cérebro. Hoje, devido a temática do artigo estar diretamente ligada com esses sistemas, retorno a mencioná-los. Abordar os termos raiva, medo e mágoa em um único artigo é pesado, mas necessário. 

Em uma breve retomada ao funcionamento dos nossos sistemas, faço menção ao cérebro límbico, como sendo ele o responsável pelas nossas reações irracionais relacionadas às emoções e sentimentos. O reptiliano é responsável pelas reações instintivas e o neocórtex é o nosso lado racional.

Na maior parte das vezes, infelizmente, agimos e respondemos às situações através dos sistemas límbico e reptiliano e, por isso, consequentemente, agimos através da raiva, medo e mágoas. 

Imagem de Sasin Tipchai por Pixabay

Mas o que é a raiva? O medo? E a mágoa?

A raiva é uma maneira que encontramos de protestar contra algo ou alguém com que/quem estamos insatisfeitos e/ou frustrados. Há vários níveis de intensidade, desde uma raiva leve, passageira até a condição que leva à agressividade. O medo é um sentimento que normalmente surge, do novo, do desconhecido, ou então decorrente de traumas passados. Por exemplo, uma pessoa que tem medo de cachorro porque na infância foi mordida por um. E a mágoa é o sentimento que guardamos das pessoas e circunstâncias que nos decepcionaram ou nos machucaram. 

Não há ninguém na história do mundo que não tenha sentido essas três condições. Aliás, é mais fácil existir um ser humano totalmente irracional do que um ser humano que não tenha agido pela raiva, medo ou mágoa. 

Há situações em que essas condições são vitais, no caso de um cachorro estar correndo atrás de ti, e você INSTINTIVAMENTE pular um muro, é uma situação de segurança e impedimento de um acidente com o animal. Todo e qualquer sentimento tem seus pontos positivos e negativos. Só que todos devem ser usados de maneira e na situação correta. 

Sentir raiva e medo todo tempo, bem como, guardar mágoas, não são ações saudáveis. Elas acabam  por corroer a positividade, a tranquilidade e o nosso próprio sossego, pois passamos a ficar mais preocupados em atingir o que ou quem nos causou tal sentimento, do que pensar em uma maneira de resolver a situação. 

Mas afinal, porque guardamos as mágoas e sentimos tanta raiva? 

Do meu ponto de vista, eu diria que guardamos as mágoas por orgulho. Isso mesmo. A espécie humana é a mais orgulhosa e egoísta. Não sabe dividir, não sabe pedir perdão, e não quer dar o braço a torcer. Salvo algumas almas entre a multidão. 

É melhor para o ego remoer as situações do que admitir a possibilidade de pedir perdão. E com isso, vem a raiva. Sentimos raiva porque mesmo estando magoados, buscamos não demonstrar, mas acabamos reagindo raivosamente. 

As consequências?

Sistema nervoso totalmente afetado. Nossa produtividade, relacionamentos e posicionamentos distorcidos. Desenvolvemos ansiedade, agitação, gastrite e outros tantos problemas decorrentes da má administração de nossas emoções. 

Como mudar isso?

Buscar ativar esses dois sistemas, apenas quando a situação for conveniente e própria para eles. Nos demais casos, respirar fundo, e buscar agir de forma racional. Não, não é fácil. Na verdade é um processo que requer prática e consistência. Mas não é impossível. 

Agora eu te pergunto, porque você ainda está guardando essa mágoa aí dentro de você?

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